domingo, 21 de junho de 2009

Afinação de Sax Baixo

Ele era universitário de algum curso de estatus relevante de Ouro Preto para referenciar um personagem num conto. Ele tinha barba serrada com uma serradeira da Faber Castel. Icacabado

sexta-feira, 19 de junho de 2009

African Soul - Contra Baixo Acústico

E os sons das paredes faziam o ambiente rodopiar, mas o repe e nem o rop hiphopavam, tudo era som, até o dia do Alexandre. Ele colocou som de descargas no meio de Deleze, no meio do seminário de Paulo Freire. E eles foram felizes, pois não sabiam o quando o som odorizava um lugar. Chet Baker dan~cou entre a obra de uma TV de realidade. Pra quê comemorar mulata da lata d'agua. Interrogação. To sem cidilha nem interrogação, que abusrdo. como estou conseguindo escrever assim. sem ponto certo. serei eu um dominado da tecnologia, da inforação, conseguie, :eelçeçeêê~eçeçeçeçç´`{`´ééé dey erro de código html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Canção de Ninar - Bateria

O Chão engrenagem me rodava pelo corredor enquanto rolos compressores passavam pela minha cabeça. Letras sérias em formas de lei. Porque brincar tanto com o som? Vamos fazer o estado sentir o som das engrenagens? E o travesti andou por alí, querendo afeto identitário. O modernismo foi recalque, mas mostrou que é preciso executar, experimentar. Tudo era possível, mas nem dizer tudo. Algumas coisas precisam ser ditas agora no passado. E os jovens foram moidos nas engrenagens de lisas escadarias pretas. Uma obra de arte mostro. Um baile Cidade de Deus. Só me restou agora cantar, em canção de ninar. Chaplin morreu com os aplausos. Viram baterias, de samba, exército, forma. E a caixinha de fóstoro? Queimou um baseado na Jamaica. Foi o início, mas chaplin hoje só cabe nas cabeças dos vermelhos, filhos de uma geração recalcada. Desses pais moralistas, militarizados. Rassiginifique-mo-los! Travesti, isso não é parque não! Nem ao menos revolução. Desculpe, não era um travesti, era um Transgênero. E câmeras, e jornaizinhos, e filmadores, e câmeras e um único vídeo, por causa da chuva. Por causa da chuva a estrutura virou macumba na boca dos zumbis. Ahcque ti quinhando, poisé, esque nha´a qualfoi? Achque tié, mas que, estiticá, poisé, qual foi, achque ti quiquinhando, é, poisé, esque nhá qual foi? astequecoisé, mas pá, poisé, qual foi? achque ti aué, fica estiquinhando, pois é, rapá, qual foic? esqutiqaisé, escká, poqnhe , que foi, qual foi, pois, é ficque esquiquiquinhando. Gira mundo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Harpa - Poliritmia Contemporânea

E então tudo começou. Com um edredon de retalhos enrolado no corpo, bota de couro vermelha e um jaqueta jeans. Ele era uma gueixa urbana. As pessoas saiam do metrô com pressa, mas fingiam interagir com aquela intervensão. Os grupos emos riam. As velhas diminuiam os passos. Só os músicos ficam encatados com som de sua harpa contemporânea. Debaixo do edredo havia um pênis nu, hora excitado, hora repousado. Ele era lindo, o edredon por dentro, camursa verde. O dono da google passou e aplaudiu. A gueixa bateu palmas junto entre as coloridas cordas de naylon. A porta travou com a quarentona gorda de biquine rosa, sua cabeça ficou para fora. E a transex gueixa urbana fez mais uma trilha musical inspirada na humanidade.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Barimbaus Trance

Fábio encontra Thaís na praça de frente ao motel. Cobrem a cama com 6 folhas de papel quarenta quilos e ligaram a web cam do notebook. Fábio, em pé atrás do notebook, se masturba e goza em 60 segundos. Thaís já excitada, antes de sair do elevador, senta no canto do quarto de saia, baba na mão e goza. Com o auxílio do papel higiênico limparam-se. Bebem coca-cola e comem um pacote de traquinas. Fábio desliga a web cam e deleta o arquivo de vídeo. O telefone de Thaís toca, ela desliga. Fábio desliga também, se masturba e goza. Thaís faz o mesmo, só que atrás da porta. Limpam-se. Thaís liga a web cam e tira a roupa. Fábio se veste de mulher e começa a ler: Thaís liga a web cam e tira a roupa. Fábio se veste de mulher e começa a ler. Thaís interrompe gritando enquanto grafita-se de verde (tinta não tóxica) - Eu estou nua! Eu estou nua! - Tudo que se torna verde é a imagem de explosões. Fábio diz: estamos nos queimando ou explodindo? Thaís: Eu estou nua! Eu estou nua! Fábio: você está pegando o fogo. Thaís: Eu estou nua! Eu estou nua! O notebook trava e os dois gargalham. No vídeo, ela é nua, verde, sem nenhuma explosão. Mas 24 horas depois Fábio coloca as explosões através do verde e os dois gozam sem se queimar. Está na rua primeiro de maio, youtube, Google Herat, Rio de Janeiro.

terça-feira, 10 de março de 2009

Duo Pianos - 5/4

O fedor do banheiro pode ser urina contendo elementos químicos de antidepressivos, quimioterapia ou anabolizantes, mas Tales fez questão falar: – Tem um bixo morto nesse banheiro? – É assim que ele se esquiva das neuroses sobre os peidos fedidos que executou em ambientes públicos no seu passado anti-social. Ricardo, um jovem de 20 anos, sai do banheiro chorando. Tales não nota, mas Deus nota. Deus sabe que Tales só falaste aquilo para se socializar por amor. Os homens por natureza têm amor dentro de si, mas existem os que produzem e libertam aromas desagradáveis em ambientes públicos. Deus, onipresente, está neste momento nos banheiros em que homens injetam anabolizantes em seus organismos. – Quem toma bomba, mija fedido, todo mundo sabe disso – Fala sozinho, Tales. Ricardo sentado nas escadas de emergência tenta enxugar as lágrimas, mas o choro aumenta descontroladamente. As lágrimas cheiram a infância, e a de Ricardo não cheira bem. Tales sai do banheiro e escuta o barulho de choro, finge que não ouve, chama-se mentalmente de mais forte, chama mentalmente o outro atrás da porta vermelha de fraco, e resolve exaltar sua improvisada virtude de humildade, mas não tem nenhum espectador do sexo feminino para ele chamar, então segue na sua motivação isolada. – O que houve rapaz? – diz Tales, com um olhar de maturidade paterna de “com um pé atrás” buscando escudo e argumento para a próxima ação. – Me mataram e eu ajudei, você não pode me ajudar! – Ricardo desmaia, Tales continua consolando a si mesmo até pensar em chamar ajuda, mas depois resolve carregar o fraco nos braços para o pátio central da empresa. – Chamem um médico!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Dueto de Cravos

Ele, para mostrar que não é gay ou que é um gay masculino, arranca três lenços de papel de uma só vez da caixa moralista [mãos suavemente secas com dois lenços]. Definitivamente a higiene é antiecológica e frases de banheiros são spywares culturais. Pablo tem rosados mamilos esteticamente bem centralizados no desenho muscular de seu peitoral, mas morre de vergonha de não entender estética. Os banheiros, sejam os do trabalho ou dos shoppings, sobrevivem acolhendo a intimidade humana numa mendicância opressora que se esquiva criminosamente da crítica foucaultiana. Por isso o destino de Peterson não mudará quando este encontrar Pablo nos corredores do instituto Xavier. Na madrugada de ontem Pablo nota que Peterson olha e desvia o olhar de seu mamilo e Flouw. [desaparece o segundo em segundos] Fschhssisixxx. [Saem raios ultravioletas dos mamilos do primeiro]. – Que bom que sumiu antes! – diz Pablo, enquanto sente muita dor no peito. Peterson, sentado no telhado do instituto, escreve no atebraço: Algumas metáforas correspondem a dores culturais absorvidas e ou espelhadas pelos buracos dos mictórios de um banheiro. [Onomatopéias jorram do buraco aberto na parede].