quarta-feira, 3 de junho de 2009

Harpa - Poliritmia Contemporânea

E então tudo começou. Com um edredon de retalhos enrolado no corpo, bota de couro vermelha e um jaqueta jeans. Ele era uma gueixa urbana. As pessoas saiam do metrô com pressa, mas fingiam interagir com aquela intervensão. Os grupos emos riam. As velhas diminuiam os passos. Só os músicos ficam encatados com som de sua harpa contemporânea. Debaixo do edredo havia um pênis nu, hora excitado, hora repousado. Ele era lindo, o edredon por dentro, camursa verde. O dono da google passou e aplaudiu. A gueixa bateu palmas junto entre as coloridas cordas de naylon. A porta travou com a quarentona gorda de biquine rosa, sua cabeça ficou para fora. E a transex gueixa urbana fez mais uma trilha musical inspirada na humanidade.

2 inspirações:

Vanuci Watson disse...

vc se supera a cada conto... queria estar la pra ver a gueixa urbana... mas raramente ando de metrô...

Rodrigo Mesquita disse...

Gostei dela. Não dela, mas do mini existir dela aqui.

Foi uma prazer te conhecer, gueixa urbana.