Eu estava na revisão do quinto capítulo de “Observando Pessoas Confusas: construindo o mundo para o nada” quando meu tornozelo foi lambido por esse cão almofada. Agora procuro desesperadamente um pedaço de Deus para enfiar na buceta. – Sai daí, Pedro! Paz! Me desconcentra, seu intuidor de blasfêmias! – Vou, consigo acender o cigarro na cozinha e volto pro quarto sem perder a idéia do último parágrafo - “Por isso a ação de analisar está horizontalizada a nível qualitativo existencial quando relevamos os processos cognitivos como anteriores à linguagem, logo, anteriores também à comunicação, que neste caso é silenciosa, dita observadora. Observar é analisar sem diferir-se de qualquer evento humano. Confusos somos nós todos atrás de nossas redes de sentidos, criamos o nada na linguagem para inventar assuntos, inventar o que achamos, inventar o que sentimos, seja na escrita, seja na oralidade, que explicada em paradoxo será mote para o capítulo sete “Um sonho dentro de outro sonho – Os conceitos em “The Incepcion” (A Origem). – Como agora sinto Deus banhar meu coração com cristais de amor! Acabou! Pedro, quer passear? – Ele enlouquece na esquizofrenia canina, corre e senta atrás da porta. Então saímos. Na praia ele finge ser normal, anda calado do meu lado rindo ocasionalmente. Quando tira a pata da areia grãos voam lentamente numa dança borboletística enquanto o som grave e descendente vinílico das ondas faz fade in black no pau do negro gostoso, Maculelê!
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1 inspirações:
Ah fiquei tão emocionada.
=D
Vc tá voltando!
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